sábado, 6 de dezembro de 2008

O que mudou com a Internet?

Tudo mudou!

Pela primeira vez na história, pessoas físicas detêm o controle de um meio de comunicação de massa, sem custo: o e-mail.

Pela primeira vez, é possível divulgar para milhares de pessoas que a empresa X não cumpriu o acordo firmado e lesou o consumidor Y!

O telefone sempre foi caro, físico e presencial. Não havia como telefonar para 10 pessoas ao mesmo tempo. Cada ligação dependia da sua participação ativa e representava um custo na sua conta.

Com o e-mail, não existe qualquer dependência. É duplicável... sem custo! Pessoas emitem idéias e divulgam notícias em qualquer escala. Outras passam a informação adiante, também sem custo ou dificuldade!

Não estou falando de SPAM nem correntes de dinheiro. Os alarmes falsos de vírus, o totem da felicidade e outras simpatias que circulam pela Internet são apenas sintomas e deturpações de uma revolução muito poderosa, proporcionada pelo e-mail.

As pessoas ainda não aprenderam a usar este recurso e quase ninguém percebeu o poder que o e-mail representa, mas agora todos são ativistas potenciais e o networking pode mover montanhas!

O aprendizado leva tempo, mas vai acontecer. A Internet será disseminada e todos terão e-mail em um futuro não tão distante. Em paralelo, as pessoas estarão organizando e ampliando suas networks em uma proporção assustadora, sobretudo os jovens que estão conhecendo o e-mail em sua fase mais rica de contatos.

As grandes amizades se fazem na infância e estas mantêm uma credibilidade difícil de se conquistar na vida adulta. O problema é que no passado estas amizades se perdiam! Um viajava, o outro mudava o telefone, o outro trocava de colégio... Hoje em dia, só perderá contato quem quiser perder!

O e-mail é onipresente e será cada vez mais único. Não há motivos para mudar de e-mail, nem se você for morar no Paquistão! Mesmo que a sua empresa provedora feche as portas e seja necessário trocar, a facilidade de divulgar o novo endereço e atualizar as agendas de todos é incomparável com o passado!
Essa cultura ainda não existe, mas está se formando. Em cinco anos ou menos, teremos uma network mundial densa, azeitada e amadurecida o suficiente para comandar o mercado.

O que acontecerá quando a rede amadurecer?
Uma das conseqüências mais graves é a constatação de que as empresas não terão mais o controle sobre suas imagens institucionais. Elas deverão realizar ações para proteger seu maior patrimônio, mas estarão cada vez mais vulneráveis e transparentes no mundo digital.

A grande rede mudou tudo.
Ainda é cedo para notar algumas transformações sociais, mas elas estão acontecendo intensamente e serão cada vez mais determinantes no mercado.

Durante décadas, a verdade sobre as empresas foi manipulada de acordo com os interesses envolvidos. Falhas eram facilmente contornadas, escândalos abafados, enfim, o sorriso da mocinha no comercial era suficiente para manter a maioria dos consumidores hipnotizados pela marca.

Vivemos a ditadura da propaganda, onde os meios de comunicação controlavam tudo o que se falava para o público consumidor. Acabou a censura, mas nunca acabaram os interesses e os acordos. Empresas anunciantes e difusores de comunicação sempre foram interdependentes. Com o aumento da concorrência, os excessos foram coibidos, mas os patrocinadores, como o próprio termo já diz, sempre pagaram as contas, os salários e os lucros da comunicação profissional.

Seja ela rádio, TV, revistas, jornais ou qualquer coisa parecida! Este acordo, mesmo que velado, sempre existiu. Os meios de comunicação ganhavam o seu dinheiro mostrando o bom e, às vezes, o menos bom dos anunciantes, para parecer real e democrático. O ruim nunca foi mostrado.

Quem ousou ultrapassar esses limites amargou receitas pífias e fechou as portas, ou então permanece até hoje moribundo, esperando o tiro de misericórdia. Não havia como sobreviver sem o oxigênio dos anunciantes...

O poder já saiu das mãos das empresas e está diluído, mas está solto na rede.
As redes se comportam como ondas e não existe comando central. As redes são um organismo vivo e independente! Uma vez compreendido o poder que resulta das redes, nada mais será o mesmo!

Quando as redes assumirem o comando de tudo, valores como ética, sinceridade e transparência serão colocados à prova. Os consumidores saberão as verdades e definirão quem merece sobreviver...

Para as empresas, não haverá meios de abafar escândalos. Como foi dito antes, não existe poder central e todos são ativistas potenciais!
Os boatos acontecerão aos montes, mas a rede aprenderá a validá-los. As empresas terão que se defender com agilidade e transparência, pois só assim estarão protegidas.

Os departamentos de comunicação das empresas deverão estar preparados para esse bombardeio, respondendo os ataques com inteligência e autenticidade. A calúnia poderá ser punida e retratada, mas a verdade dos fatos é incontestável. A verdade prevalecerá.

Por isso, esteja sempre do lado dela!

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